sábado, 23 de outubro de 2010

'O amor é um pássaro vermelho'

As vezes eu sinto vergonha de mim mesma, e isso é verdade, toda vez que um preconceito meu cai por terra é um exemplo, me sinto tão mal quando percebo que julguei algo sem saber realmente o que isso é.
A única maneira de deixar o preconceito de lado é conhecendo, e a melhor forma de conhecer é viajar, é quando conseguimos olhar o mundo como uma criança curiosa que nada conhece... Sabe qual a maneira mais pratica de viajar? LER! isso mesmo, os livros nos remetem a cenários, histórias e conhecimentos desconhecidos.
Vou me usar como exemplo, como faço quase habitualmente, eu tinha uma certa aversão ao povo japonês, achava-os fechados, incensiveis e as vezes até retrogrados. Porque? não tem explicação, preconceito não nasce de um raciocinio, o preconceito nasce da ignorancia.
Esses dias ganhei um livro que me fez perceber que eu era muito mais 'japonesa' do que eu pensava ser, e que eu gostaria de ser mais japonesa do que eu realmente sou. A minha antiga aversão deu lugar a uma profunda adimiração por suas tradições, e principalmente pelo respeito com o qual eles a tratam.
'O amor é um pássaro vermelho', de início não compreendi esse título, mas me chamou muita atenção, porque eu queria entender. No fim das contas, eu percebi que não era uma questão de entender, mas sim de sentir, de estar em contato realmente. Pássaro vermelho remete aos pássaros que migram no verão, porque sobe o sol o vemos dessa cor. E são como nosso coração, que migra sempre em busca de calor... mas porque o pássaro? é uma das coisas que não tem explicação, assim como o amor.
Percebi po fim, que perdendo muito tempo criticando ou estranhando as diferenças quando poderiamos analisalas e absorver o que de há melhor para nós. Respeito é um principio fundamental, que nós tratamos de esquecer assim que enxergamos apenas nós mesmos no espelho, e julgamos ser diferentes de todos os outros... Somos todos especiais, mas essencialmente somos a mesma coisa!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Seja a mudança que você quer ver no mundo"

Ontem estava me perguntando porque as coisas são do jeito que são, às vezes pedimos a vida coisas que ela não pode nos dá, e ás vezes as coisas são tiradas de nós sem que a gente possa realmente aproveitar. O que frequentemente fazemos é focar o que é tirado, e esquecer que sempre que algo termina também começa uma nova era, todo fim é também um começo.
Nunca é tarde demais para recomeçar, para virar o jogo a nosso favor, fazer as coisas acontecerem. Mas é evidente que não se pode ganhar todas as 'disputas', nem se deve ganhar todas, existem perdas muito mais valiosas que vitórias ou conquistas, aprenda sempre!
Eu descobri que as conquistas forçadas não valem a pena, que não se deve forçar a barra da situação, dos outros e nem de si mesmo. Tudo tem uma razão de ser, e as coisas só acontecem quando estamos realmente preparadas para elas. Forçando a barra conseguimos vitórias inglórias, e com o tempo a culpa... E a culpa sim pode acabar com a vida de uma pessoa. Ouvi uma vez que perdoar é deixar que Deus haja em nosso coração, ou no coração de outra pessoa. Mas por que é sempre tão difícil perdoar a si mesmo?
O perdão é a coisa mais divina que eu conheço, e é o que mais me aproxima de algo maior, algo que eu não encontro entre os humanos, paz! Ao invés de se culpar pelo que fez o deixou de fazer, siga em frente, acredite, é sempre o melhor a fazer.
Nosso coração é como uma casa, mas a porta só tem maçaneta por dentro... Então nem mesmo Deus pode agir se a gente não deixar, se a gente não abrir a porta! Nada chega até nós sem que deixemos, nossa vida é um reflexo daquilo que deixamos na vida dos outros, voluntária ou involuntáriamente, não se iluda, sua vida só muda se VOCÊ mudar.
Um excelente fim de semana a todos!

sábado, 28 de agosto de 2010

"Um tapinha não dói?"

A lei que proibe qualquer tipo de castigo físico em crianças é um passo gigante para uma educação consciente, fico triste que seja necessário uma lei para impedir os pais de cometerem tamanha ignorância.
A legislação previa que os pais seriam punidos apenas se houvessem castigos abusivos, agora pergunto se bater numa criança que não tem condições de se defender, não é abusivo? É público e notório que agressão não resolve nenhum tipo de indisciplina.
Quase todas as pessoas que vão pra cadeia, apanham lá dentro, é a triste verdade, e voltam a cometer crime quando saem de lá. Isso confirma que recuperar as pessoas não inclui castigos físicos, mas sim conscientização, o que uma boa conversa no caso dos filhos, e um tratamento sério no caso de criminosos, resolve.
A agressão tanto física quanto psicológica deixa marcas na criança pro resto da vida, é a velha história de que quem bate esquece, quem apanha não. Se os pais soubessem o dano irreparável que causam na auto-estima da criança, jamais cometeriam tamanha atrocidade.
Educação tem a ver com carinho, amor, repreensão, mas não com tapa. Na maioria das vezes os pais não agridem pelo que a criança fez, mas por perderem a paciência por que tem contas, vizinhos chatos, o chefe que é um porre, sem preceber que a criança não tem culpa por nada disso.
Essa agressão, que na minha humilde opinião é gratuita, gera um sentimento de que perder o controle é normal, que podemos descontar em qualquer um nossos problemas, frustações ou sei lá mais o que, por que ele 'pisou no nosso pé', e temos como resoltado um mundo doente.
Acho que se todas as vezes que estivessemos a ponto de perder a paciência parassemos por 30 segundos antes de falar, ou fazer qualquer coisa, as coisas seriam muito diferentes. Entendo que não seja fácil, mas cuidar de nossos filhos é nossa obrigação e vale a pena refletir sobre isso.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Apenas cinco minutos

Andei pensando essa semana o que era preciso pra mudar uma vida, então pensei em todas as vezes que eu mudei a minha e acabei percebendo que as pessoas são especiais e importante, mas que mudar dependia majoritariamente de mim. É triste ver como andamos tão ocupados com coisas que julgamos demasiadamente importantes, que sequer tiramos 10 minutos do nosso dia pra nós de verdade!
A vida as vezes prega peças na gente, e acho que tudo serve pra que revisemos sempre nossos conceitos sobre tudo. O que vale ou não a pena é uma questão de ponto de vista, mas pensar sobre isso é uma obrigação nossa. Assumir as responsabilidades pode ser muito difícil, mas acredite negligencia-las é ainda pior... Adiamos coisas que não poderiam ser adiadas, e pagamos o preço por isso. Como você está gastando o seu tempo?
Vou apostar hoje em um texto curtinho, e pra que não vire 'auto-ajuda' vou fazer um propostar, tirar cinco minutos do seu dia pra ajudar alguém, acredite isso pode mudar uma vida. Tem algum tempo que gastaram cinco minutos comigo, e isso é importante pra mim até hoje. Por isso resolvi gastar aqui esse tempinho, experimente se doar por 5 minutinhos, ajudar as pessoas é algo inexplicavelmente bom.
Obrigada pelos cinco minutos que gastou prestando atenção no que eu penso, se quiser deixar um comentário, mandar um e-mail, um recadinho que seja, ficarei muito feliz em retribuir com os meus minutinhos... Quando tornamos a caridade um hábito, a felicidade faz-se hábito também.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Viver...

Poesia é olhar pra coisas simples e cotidianas de uma forma diferente. Decidi encarar minha vida uma forma mais singular, é a velha história do copo d'água pela metade, você pode achar que ele está meio vazio ou que está meio cheio... Certamente é um pouco clichê, mas determinadas atitudes fazem uma enorme diferença na nossa vida.
Percebi que uma mudança de hábitos muda toda uma trajetória, e que muitas vezes é apenas uma questão de ponto vista. Por exemplo, você pode sofrer por não ter um namorado ou aprovitar que está solteira pra conhecer pessoas novas.
Reverencio quem inventou o calendário, ele nos dá a mágica impressão de que a vida não continua, mas recomeça a cada novo dia. E de certa forma ela realmente recomeça, os dias nunca são iguais, mas as chances se abrem pra nós toda vez que levantamos da cama de manhã.
Não gosto de frases feitas, mas ás vezes elas são úteis... Não curto me apegar ao lúdico, eu quero ter a certeza, mesmo que irreal, de que posso encostar em algo sólido. Gosto de achar que tenho o controle da situação, mas estou convencida de que a realidade pode ser encarada com otimismo sem perder a razão.
Não acredito em coincidências, acho que tudo tem uma razão de ser. Por que digo isso? Andei deprimida e liguei o rádio quando tocou: "Nunca deixem que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem, ou que os seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém", Renato Russo sempre brilhante. Resolvi passar a mensagem a diante, a fim de que ela encontre alguém que precise, hoje ou amanhã, não importa quando, mas uma hora a gente sempre precisa!
Um grande beijo, e a dica de hoje é: Se tiverem tempo, leiam 'As cinco pessoas que você encontra no céu' (Mitch Albom), é realmente elucidante.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"Quem inventou o amor, me explica por favor..'".

Hoje fui tomada por um espírito romântico, ou não, e resolvi falar de amor. Demorei muito tempo pra entender que relacionamento nem sempre significa amor, ou melhor que na maioria das vezes se faz oposto a ele. São coisas que não dependem uma da outra, coexistem mesmo que jamais se encontrem. Percebi que não sofremos por amor, mas sim por um relacionamento, ou pela falta dele.
Nunca acreditei no papo de que amor verdadeiro só existe um. Se me mandam escolher o 'real' opto sempre pelo atual, mas não posso admitir nunca que todos os outros foram de mentira. Quando se tem 12 anos e se apaixona pelo menino de uma série a mais, ainda não existe noção de como enganar um 'amor', então isso não pode ser falso. A partir dessa conclusão que as definições separam-se na minha cabeça, amor existe sozinho, basta-se, não precisa de alimento pra nascer ou existir... Já a relação vêm acoplada de uma série de valores morais e sociais, e que necessariamente, existem em comum acordo.
O único amor pleno é o platônico, vive de si e alimenta-se justamente da distância... Quem dera pudéssemos viver dele. Mas queremos o toque, o carinho, queremos a troca e acabamos nos deparando com brigas, cobranças e ciúmes, o que muita gente chama de 'relação estável'. Não sou contra o casamento, ou relacionamentos, mas acredito que é real aquilo que pode ser posto de frente com a razão e sair vitorioso.
Me disseram que praticamente 50% dos casamentos terminam em divórcio, isso só me prova que como todas as outras coisas que conheço, o relacionamento tem metade de chance dar certo, bem como tem metade de chance de dar errado. Agora deixo um conselho, que não passa de achismo meu, se tiver que escolher entre amor e casamento, escolha o amor, porque o amor nunca termina, nem mesmo quando acaba.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Não sei ao certo, mas resolvi falar!

Não queria falar sobre o caso Bruno, ex-goleiro do flamengo, mas fiquei inicialmente muito chocada com o relato de como SUPOSTAMENTE o crime teria ocorrido.
O Bruno se mostrou durante anos na mídia arrogante, às vezes até violento, mas eu reluto a acreditar que ele seja capaz de algo tão bárbaro. Aliás eu me recuso a acreditar que as pessoas sejam capazes do que eu vejo todos os dias nos jornais.
Depois de delgada afastada e denúncia de agressão, me parece que a investigação tem sido uma sucessão de erros, assim como foi a vida deste rapaz. Condenaram-o por não ajudar a família, mas pelo grau de adoração que as pessoas próximas tinham por ele eu me pergunto: Qual a família que ele teve? Seria família uma mãe que abandona com meses de idade, uma avó(por mais bem intencionada que seja)que bate pra impedir que ele siga seu sonho, ou amigos que ele julgou serem 'fiéis' a ele?
Um abandono, rejeição, sempre deixa marcas nas pessoas... Quando se trata de pais então, acredito que sejam cuidados mas nunca cicatrizados realmente.
Quero que fique claro que não estou justificando fatos, o grande problemas é que não há fatos, tudo que existe e no qual baseamos as opiniões são réus confessos, que dizem a verdade, ou não.
O que me intriga é pensar que uma pessoa que por baixo ganhava R$500mil faça algo tão pavoroso por dinheiro, considerando inclusive que ele já tinha duas filhas das quais ele cuidava sem reclamações. Indo mais a fundo uma pessoa que gasta o dinheiro com extravagancia(festas e orgias)não me parece ganaciosa a esse ponto.
Pra ser muito sincera não cheguei a uma opinião formada sobre a autoria do crime, mas não acho justo jogarem o Bruno de ídolo a vilão sem que tenha sido ao menos acusado, pela promotoria, realmente. Espero que este caso seja resolvido com clareza e imparcialidade, e quem quer que tenha feito qualquer coisa com essa menina pague.